Giovanni di Pietro di Bernardoni, mais conhecido por Francisco de Assis, nasceu na cidade italiana  com o mesmo nome no ano de 1182 e foi um frade  italiano e fundador da Ordem dos Franciscanos.

Criado no seio de uma família nobre e abastada, Francisco viveu uma juventude mundana e repleta de bens materiais. Converteu-se à vida religiosa em 1206, após mensagem mística do crucifixo da Igreja de São Damião a pedir ajuda para a reparação daquela entidade, enquanto instituição universal. Francisco começa então a espalhar a sua doutrina e a ganhar vários seguidores, o que causa um intenso conflito com o pai.

Em 1209, Francisco dirige-se a Roma, na companhia de onze discípulos, e obtém do Papa Inocêncio III a aprovação da sua Regra, vendo fundada, no mesmo ano, a Ordem dos Frades Menores, que é regida pelo espírito de viver o mais pobre possível e adotar uma vida simples e humilde.

A imagem de São Francisco de Assis, que está exposta no Polo Museológico de Arte Sacra, data do século XVIII e é proveniente do antigo Convento de Nossa Senhora do Desterro, onde viveu uma comunidade franciscana, relativa à terceira ordem regular, a partir de 1632.

De dimensões 110 cm x 38 cm, esta imagem foi construída em madeira policromada. Até 2003 esteve recolhida no coro alto da igreja matriz de Monchique.

Do ponto de vista iconográfico, a imagem de São Francisco é composta pelas seguintes representações:

Hábito Franciscano: de cor castanha, simboliza a consagração a Deus e o abandono dos bens materiais e a regeneração espiritual. A cor terrosa pode também representar a identificação com a natureza em toda a plenitude.

 

Cinto ou Cíngulo: em corda, é colocado à volta da cintura com três nós na parte da frente, caídos sobre o hábito. Representam o mesmo número de votos feitos a Deus – pobreza, castidade e obediência.

 

Estigmas de Cristo: são os ferimentos de Jesus Cristo crucificado personificados no corpo de São Francisco. Tal facto teve lugar após a visão que Francisco teve durante um momento de oração no Monte Alverne, em que um serafim de seis asas flamejantes lhe imprimiu as feridas do Cristo pregado na cruz.  Estas chagas representam o desejo de proximidade com Jesus Cristo, em virtude da profunda devoção e fidelidade que  Francisco sempre teve pelo Senhor.

 

 

Bibliografia:

GASCON, José António Guerreiro (1993). «Subsídios para a Monografia de Monchique», 2.ª edição (facsimilada), Algarve em Foco Editora, Faro;

 

LAMEIRA, Francisco I. C. (1997). «Inventário Artístico do Algarve. A Talha e a Imaginária. XIV – Concelho de Monchique», Ministério da Cultura, Delegação Regional do Algarve, Faro.

 

 

Elaborado por: Ana Mateus