Polo Museológico de Arte Sacra – Destaque do mês (junho)

Antifonário

O antifonário é o nome dado a um livro que contém a letra e a música de antífonas e de outros textos litúrgicos. As antífonas, cuja palavra deriva do grego, de «anti-foné», que significa «som ou canto contrário, algo que se responde», são os versículos principais de um salmo que são recitados ou cantados durante as cerimónias religiosas.

De acordo com o dicionário elementar de liturgia, as antífonas correspondem às «frases breves que se dizem ou cantam antes e depois dos Salmos, no Ofício Divino. Às vezes, estas frases são tomadas do próprio salmo, destacando assim alguma ideia mais oportuna para o tempo ou para a festa; outras vezes, são pensamentos bíblicos ou do Evangelho, que assim dão cor cristã à recitação do salmo; enquanto que outras são frases que aludem à teologia da festa ou às características do santo que se celebra».

Estes livros foram promulgados após o Concílio de Trento, em 1563, quando o Papa Pio V autorizou a sua edição e posteriormente confirmados pelos Sumo Pontífices Clemente VIII e Urbano VIII.

No polo museológico de Arte Sacra está exposto um antifonário romano de têmporas e santos, do ano de 1770, que foi impresso em Veneza, conforme Nicolaum Pezzana. De dimensões 50 x 10 x 31 cm, este livro apresenta uma encadernação em pastas de madeira revestidas a pele (carneira) e gravadas a ferros secos, com cantos e brochas em metal. O interior é composto por papel e tinta preta (usualmente de origem animal ou mineral) e vermelha (de origem vegetal).

Destaca-se a primeira página, que ainda conserva os cálculos, feitos a lápis, por pessoas que quiseram determinar a idade do livro, ao longo do tempo.

Parte da antífona da solenidade do Corpo de Deus que este ano é comemorada a 11 de junho.

 

 

Bibliografia:

ALDAZÁBAL, José. «Dicionário Elementar de Liturgia», disponível em: http://www.liturgia.pt/dicionario/